RESENHA DA OBRA O MEMORIAL DE DEUS: HISTÓRIA, MEMÓRIA E A EXPERIÊNCIA DO DIVINO NO ANTIGO ISRAEL de Mark W. SMITH

Fábio Luiz Ferreira

A obra O memorial de Deus escrita por Mark W. SMITH, professor de Bíblia e Estudos do Oriente Médio, está dividida em quatro capítulos e um pós-escrito, nos quais, é desenvolvida uma reflexão sobre a historiografia bíblica, o passado de Israel, o monoteísmo bíblico e sua origem e a importância da memória coletiva no desenvolvimento da história.

O capítulo I é composto por uma reflexão sobre o relato bíblico da história de Israel passando pelo período de Moisés, o período dos Juízes, da formação e consolidação da monarquia, a divisão do Reino do Norte e Reino do Sul, o movimento camponês de resistência, o tempo do Exílio e chegando até o período persa.

Após fazer uma introdução sobre os fatos relatados na Bíblia sobre a história de Israel, conforme dito anteriormente, o autor se detém sobre alguns pontos aprofundando a sua reflexão a seguir.

Inicialmente, SMITH se detém sobre o período de Moisés, no qual ele relata que estudos revelam que existem características nos livros que formam o Pentateuco que indicam que a redação do texto não é anterior a monarquia. Todavia, o autor ainda indica que existem três características que garantem uma possível historicidade no relato do Êxodo.

A primeira característica trata-se do fato dos nomes de Moisés, Aarão e Finéias não serem nomes hebreus, mas sim egípcios, o que aponta para uma memória de uma presença de Israel no Egito. Logo, a “linhagem de Moisés e de Araão pode ter descendido da parte de um grupo que teve contato com o Egito.”[1]

A segunda característica é o fato de que nenhum grupo jamais construiu ou contou a história da formação do seu povo tendo como origem um grupo de escravos. Sendo, assim se fosse para criar uma história em torno das origens de Israel o escritor provavelmente não iria ressaltar a escravidão, mas sim um triunfo glorioso, como costumeiramente encontramos nos relatos históricos das diversas civilizações existentes.

A terceira característica é o fato de encontrarmos diversas narrativas contidas nos textos bíblicos que remontam para uma tradição antiga, inclusive revelando um período em que o politeísmo era uma realidade em Israel. Soma-se a isso o fato da estela do faraó Merneptah, um achado arqueológico, trazer uma referência a Israel como um dos povos derrotados na guerra em 1208, indicando que já se havia então alguma forma de organização social nessa época.

Embora, alguns estudiosos defendam que não é possível garantir uma veracidade histórica dos relatos bíblicos é possível construir um esboço das características dessa sociedade, sobretudo quando se é analisado o período dos juízes, também conhecido como período pré-monárquico.

No período pré-monárquico vemos uma sociedade que traz características tribais. Estudos revelam que no período dos juízes a sociedade do antigo Israel se organizava nas montanhas, tendo agricultura como atividade econômica e de subsistência, sua religiosidade era marcada pela presença de diversas deidades, advindas dos diferentes grupos que compõem a formação de Israel, embora a construção do relato bíblico posterior condene a religiosidade politeísta como idolatria, ressaltando o monoteísmo consolidado em torno da figura de Yahweh que fora trazido do contato com Edom e incorporada na cultura de Israel.

O período da monarquia ainda possui uma organização em torno dos clãs patriarcais, a agricultura ainda é a principal atividade econômica, entretanto, começam a existir desigualdades e a organização social passa por um processo de estratificação, centralização de poder e brigas por interesses particulares ou de grupos específicos.

Diversas tramas começam a envolver os relatos em torno da sucessão da monarquia. Partindo de Saul, passando por Davi e chegando a Salomão temos o chamado período da “Monarquia Unida”. Os relatos bíblicos enfatizam a dinastia de Davi como desejada e agradável a Deus, no entanto, estudos revelam que apesar do texto tentar defender esta ideia, o que se percebe é um período de conflitos, de alianças comerciais e militares, no qual se vê presente a opressão e a busca desmedida pelo poder, o que gera no meio dos oprimidos movimentos de resistência.

Durante o reinado de Davi podemos destacar a conquista de Jerusalém que é transformada em capital, em seguida, a “Arca” que era símbolo do deus tribal é levada para Jerusalém, centralizando o culto num único lugar, favorecendo a consolidação e centralização do poder, pois agora para prestar culto o povo deve peregrinar até a capital.

Após a morte de Salomão temos a divisão do Reino em Norte e Sul. No Reino do Norte (Israel) temos Jeroboão e no Reino do Sul (Judá) o filho de Salomão, Roboão dará continuidade ao reinado no lugar de seu pai.

Jeroboão é um oficial de Salomão, chefe da corveia que lidera uma revolta contra o governo opressor de Salomão. A frente do Reino do Norte, ele estabelece em Dã e Betel dois santuários para que o povo não peregrine mais até Jerusalém, além de passar a nomear sacerdotes que não pertenciam a tribo de Levi. Por fim Jeroboão foi acusado de idolatria por ter confeccionado o “Bezerro de Ouro” e colocado no santuário para que o povo o adorasse.

O que se vê a partir de Jeroboão é que “a história dos reis de Israel e de Judá inicialmente gira em torno de conflitos entre vários estados regionais. Israel e Judá permaneceram rivais, embora episódios de aliança também tenham acontecido.”[2]

O reinado de Omri é apresentado como o mais importante no Norte. Durante o período do seu reinado houve a construção da Samaria como capital e o fortalecimento dos exércitos, além da consolidação do Reino do Norte. No reinado de Acab, por sua vez, acontece a aliança com o povo fenício e o culto a Baal é introduzido em Israel. Neste tempo, a Assíria se fortalecia como potência militar e acaba submetendo o Reino do Norte que só subsiste mediante o pagamento de tributos, dessa forma Israel passa a ser vassalo da Assíria.

Jeroboão II reestabelece a aliança entre o Norte e o Sul, aumentando o controle das rotas comerciais e consequentemente ocasionando desenvolvimento em Israel a custas da opressão do povo camponês. Em 732 e posteriormente 722 a Assíria investe contra o Reino do Norte pondo fim a Israel como um reinado independente, tornando-se o Reino do Norte parte do Império Assírio. Neste momento, acontece um êxodo de alguns para o Reino do Sul, que levam consigo as histórias e as tradições do Norte, o que justifica a presença de relatos sobre o Reino do Norte nos textos bíblicos que foram escritos predominantemente por pessoas do Sul.

Com o Império Assírio o povo é sugado pela tomada de tributos, pela tomada das terras e o fortalecimento do exército, além de ser um período marcado por muitos conflitos.

No Sul temos Ezequias e Josias que reinaram depois da queda do Norte. Josias ascende ao trono numa época de enfraquecimento da Assíria, favorecendo o exercício da sua governabilidade. Ele se destaca pela descoberta de um pergaminho até então desconhecido que servirá de orientação para a prática religiosa. Sua morte simbolizará o encerramento da esperança em Israel.

O encerramento do período monárquico se dá com o exílio para a Babilônia. Contudo, esse não foi um evento acontecido de uma única vez, mas foi uma sucessão de acontecimentos iniciados com uma deportação em 597 a.C, que inclui o profeta Ezequiel, seguida de uma deportação em 586 a.C acompanhada pela destruição do Templo. “A década de 597 a 586 a.C foi marcada pela expansão da população de Judá ao redor de várias áreas geográficas. A bíblia indica que muitos judaítas fugiram para o Egito [...]. Alguns judaítas tinham ido para Moab, Amon e Edom [...]. Além disso, muitos judaítas, talvez mesmo a totalidade da população, permaneciam como virtuais escravos trabalhando na terra sob o Império Babilônico [...]”[3], o que aponta que nem toda a população foi exilada.

O período persa, por sua vez, é marcado por “uma grande mudança na vida dos judaítas.”[4] As comunidades judaítas começaram a se espalhar e crescer em diversos lugares da Mesopotâmia e da Pérsia. Judá tornou-se província persa e é chamada de Yehud e a forma dessa província se relacionar com os demais grupos judaítas vai moldar a identidade do povo.

Sob o domínio do Império Persa, a comunidade gozou de uma certa tranquilidade pela ausência de guerras, no entanto, para que Yehud continuasse com o status de província dentro do império era preciso pagar altas taxas o que resultou no aumento de tributação, mesmo assim, houveram alguns judaítas que conseguiram prosperar.

Neste período, vemos uma sociedade agrícola e estratificada, onde se percebe a presença de uma elite. Com Esdras vemos a repatriação dos exilados da Babilônia a partir de 538, a reconstrução do Templo, o enfatizar dos levitas na função sacerdotal e a forte presença de uma religiosidade ritual, que é utilizada para legitimar o presente com base em tradições rituais do passado, no qual a organização comunitária está orientada para o Templo e para a Torá: desenvolver rituais em textos e textos para rituais; estes focos comuns foram o contexto para re-formar a comunidade judaíta em ‘Israel’.”[5]

Fora de Yehud temos alguns grupos de judaítas que também se formaram, sobretudo no Egito e na Babilônia. No Egito, a comunidade se formou em torno do comércio. Na Babilônia, um grupo decidiu permanecer após o fim do exílio. Com a queda do Império Persa no período helenístico Jerusalém restaura suas próprias linhagens de autoridade.

No capítulo II, vemos os inúmeros desafios enfrentados por Israel em torno da sua existência, sobretudo no que toca a necessidade de se afirmar como um único povo, apesar das diversas mudanças e influências sofridas ao longo da sua história.

No decorrer de sua história Israel teve que lidar com inúmeros desafios internos e externos. Israel precisou lutar pela própria sobrevivência, mediante as constantes investidas dos povos vizinhos. Sua localização geográfica também em muitos momentos não favorecia seu desenvolvimento comercial, enquanto os povos vizinhos gozavam dessa vantagem como é o caso dos filisteus que estavam localizados no litoral. As disputas internas intertribais também figuram como um desafio para esclarecer a própria história, pois, a alternância de poder nas lideranças tribais ocasionavam mudança nas listas de tribos, uma vez que quem estava liderando contava a história a partir dos seus interesses. A história demonstra também que o politeísmo presente na origem da história de Israel e que será condenado mais tarde nos escritos bíblicos também figuram como um desafio, pois ele revela uma mudança na compreensão e prática religiosa.

Os diversos períodos de sua história, Israel teve que lidar com muitas mudanças culturais, o que torna cada vez mais complexo a reconstrução da sua própria história e a compreensão da própria identidade. A história israelita é fortemente marcada por momentos de crise ora influenciada por conflitos internos ora por influências de culturas externas.

As constantes lutas pelo poder e a opressão imposta sobre o povo geravam constantemente um clima de tensão interna, dessa forma, os conflitos entre um grupo de resistência e o poder opressor eram inevitáveis. A maior ilustração de momento de crise que o povo israelita viveu por influência externa é a invasão e destruição de Jerusalém e consequentemente o período do exílio na Babilônia, gerando em Israel a necessidade de redefinir e consolidar sua própria identidade.

O capítulo III faz referência ao estabelecimento do monoteísmo em Israel. A crença em uma única deidade como marca da religiosidade israelita não tem seus fundamentos na formação do povo, mas sim numa construção posterior e numa interpretação que surgirá posteriormente como forma de também contribuir com o processo de solidificação da identidade do povo em torno de uma única divindade.

Inicialmente a história de Israel é marcada pelo politeísmo e com o qual a sociedade da época convive sem dificuldades. No entanto existe um caminho que foi percorrido até se chegar ao monoteísmo. Segundo o autor, o monoteísmo se desenvolveu na religião monárquica. Com o monoteísmo as características de várias deidades passaram a ser tuteladas a uma única deidade.

A literatura do Ugarítica do período do Bronze Recente revela que existiam muitas divindades nesse período. “A literatura conta as histórias de deuses e deusas, incluindo o patriarca El, sua esposa Aserá, o deus da tempestade Baal, e outras divindades conhecidas na Bíblia. Uma comparação dos textos ugaríticos com a Bíblia mostra que, por todas as suas diferenças, incluindo o politeísmo de um e o monoteísmo de outro, os dois pertenciam fundamentalmente ao mesmo e grande mundo cultural.”[6] Por isso, para entender a divindade no antigo Israel é preciso recorrer aos  textos ugaríticos.

A saber, os textos ugaríticos mostram que a casa divina se estruturava em quatro níveis. Esta divisão das divindades em quatro níveis também é possível ser feita a partir dos estudos dos textos do Israel antigo. No panteão pré-monárquico em Israel podemos ver a presença das seguintes deidades: El e Aserah; Baal, Astarte, Shalim, Reshep e Deber e Yahweh (deidade estrangeira de Edom); e os mensageiros (anjos) e servos, acentuando a presença e o convívio de diferentes deidades na história de Israel. Somente no período monárquico aparecerá uma mudança evidenciando Yahweh-El como o deus principal que permanecerá assim mesmo com o fim da monarquia.

O monoteísmo na cultura israelita na verdade é produto de uma reinterpretação da história que ao longo do tempo foi sendo realizada. À medida que a história do povo ia se desenvolvendo na sua organização política, econômica, social e religiosa, o monoteísmo começou a aparecer e se consolidar como instrumento que molda a sociedade e é moldado por ela de acordo com os interesses dos grupos sociais existentes.

O capítulo IV apresenta a importância da memória coletiva na compreensão da história de Israel. Todavia, temos que considerar que o texto bíblico não pretende e não deve ser encarado como um registro de fatos históricos. O texto bíblico deve ser lido como um relato de experiências de um povo, contado por diferentes pontos de vista e imerso no sentimento religioso, visando de forma pedagógica ensinar a partir das narrativas contidas nos textos.

Ao longo do relato bíblico se percebe uma tentativa de se utilizar um fato do passado para iluminar o momento presente. Recordar, fazer memória das tradições religiosas, da própria história é algo muito importante para o povo do Israel Antigo. A memória coletiva do povo também é um importante recurso para se conhecer a história de Israel. Embora alguns estudiosos questionem a validade da memória coletiva enquanto registro histórico de um povo, muitos estudiosos reconhecem que este é um fator que não pode ser desconsiderado no processo de construção da história de Israel, sendo necessário avaliar os contextos sociocultural em que a referida memória surge.

A Bíblia é um livro da memória cultural de Israel. Nela estão contidas as memórias de um povo que costumeiramente conta a própria história fazendo memória do próprio passado. A ideia de uma religiosidade monoteísta está estreitamente ligada a memória coletiva do povo, que por vezes também vive o processo de amnésia coletiva, no qual se abandonam tradições do passado e fixa sua atenção apenas em partes da história.

 O processo de amnésia acena para uma série de modificações que vão acontecendo ao longo da história e que foram transformando as memórias do povo. A amnésia cultural é bem ilustrada por SMITH ao utilizar o exemplo da fusão de Yahweh e El como única divindade de Israel, apesar de alguns textos trazerem as duas deidades com características distintas.

Percebe-se, portanto, uma tentativa ao longo do texto bíblico e sua organização de se formular uma história linear com um sentido de continuidade, no qual as tradições judaica e cristã fazem uma leitura da história a partir de uma visão monoteísta, tendo como pano de fundo uma única deidade que é presente e abarca todos os acontecimentos históricos.

A tradição judaico-cristã reconheceu no relato Bíblico “a própria revelação de Deus sobre o passado de Israel.”[7] Isto significa dizer que “o processo que interpretou os escritos religiosos de Israel, como escrituras sagradas e finalmente a Bíblia canônica, transformou a representação do passado de Israel. A representação bíblica sobre o passado de Israel tornou-se para Israel as palavras de Deus sobre Deus.”[8]

Por fim SMITH encerra sua obra com um pós-escrito, no qual ele retoma pontos trabalhados nos capítulos anteriores e discute algumas questões a partir do estudo desenvolvido, apontando o perigo de se querer esgotar o estudo bíblico com uma visão fundamentalista ou como uma visão historicista. O autor ainda afirma que “[...] a Bíblia não proclama a história como único ou até o principal fator de revelação. A revelação está altamente condicionada pelo contexto histórico, mas ela não está reduzida a uma simples paráfrase das condições humanas.”[9]

A avaliação da história de Israel precisa levar em conta tanto o contexto histórico em que o texto foi escrito quanto as características literárias da redação. “Assim, sem adorarmos a história como o mais importante critério de verdade, devemos valorizar o passado de Israel como uma questão teológica, apesar da corrente ausência de avaliação do passado antigo.”[10] Para ser melhor compreendida a historiografia bíblica precisa ser analisada considerando também os textos que não compõem o cânon bíblico, mas que revelam características da época e que alargam a nossa visão sobre os relatos. A medida que um povo tem contato com outro e suas culturas vão se misturando a compreensão da divindade passa por um processo de transformação.

Ao final da sua obra SMITH coloca alguns questionamentos ao leitor, provocando-o a pensar sobre a maneira que a leitura e o contato com os textos bíblicos e a história de Israel são capazes de iluminar e servir de inspiração para enfrentar os problemas do mundo contemporâneo. Finalmente, ele encerra afirmando: “A Bíblia não é um simples livro que fornece respostas fáceis aos problemas da vida. Ela é o registro das perguntas de Deus a Israel em sua época, e a nós, na nossa.”[11]

A obra de SMITH é um contributo formidável para o aprofundamento dos estudos e compreensão dos textos bíblicos a partir de uma análise da história do Israel Antigo. A preocupação do autor em trazer dados, contribuições e indicações de estudos feitos por outros autores demonstram a riqueza que a obra possui e a seriedade com que ela foi elaborada.

À medida que a leitura do livro vai se desenvolvendo é possível perceber que existe um mundo para além do que está contido na bíblia, e que conhecê-lo não esvazia e tampouco empobrece o conteúdo teológico que os textos sagrados remetem, pelo contrário, percebe-se que o trabalho do autor aponta para a necessidade de uma visão mais alargada e um conhecimento mais profundo que aproxime o relato bíblico da realidade, tornando o estudo bíblico mais suntuoso.

Uma característica muito marcante na obra é a sua preocupação em instigar o leitor a não olhar para a Bíblia como uma visão fundamentalista, mas abrir-se para as contribuições que outras ciências, como a arqueologia têm para dar aos estudos em torno do que diz respeito a formação e desenvolvimento da história do povo de Israel. Apesar da Bíblia ser entendida como um livro que conta a história de um povo e a maneira que ele se relaciona com a divindade, ela não pode ser assimilada sem considerar contextos históricos e os fatores que envolveram a construção da redação ali encontrada.

O livro não refuta a sacralidade contida nos textos bíblicos, mas ele nos aproxima de uma visão mais real e comprometedora da leitura bíblica. Essa obra é de fundamental importância para se compreender a importância e a influência da religiosidade no processo de construção e desenvolvimento da identidade do povo israelita, somado as diversas influências culturais sofridas.

Finalmente, percebe-se que a ideia de existência de uma história de Israel de forma linear e contínua é difícil de se sustentar, pois os registros que temos versam em torno de uma história constituída de diversos eventos contados com ênfases diferentes. Todavia, não significa que o que se tem de registro, sobretudo na historiografia bíblica não seja verdade. Os fatos relatados na Bíblia apontam uma teologia presente e que deve ser analisada com criticidade, buscando nela luzes para orientar e transformar a sociedade atual.



Referências

  

SMITH, Mark S. O memorial de Deus: história, memória e a experiência do divino no Antigo Israel. Tradução de Luiz Alexandre Solano Rossi. São Paulo: Paulus, 2006.

 



[1] Mark S. SMITH, O memorial de Deus, 2006, p. 43

[2] Idem, p. 64.

[3] Idem, p. 69.

[4] Idem, p. 70.

[5] Idem, p. 75.

[6] Idem, p. 134-135.

[7] Idem, p. 225.

[8] Ibidem.

[9] Idem, p. 235.

[10] Idem, p. 237.

[11] Idem, p. 244.


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